quarta-feira, 2 de junho de 2010

Nós, os princípios e eles


Shalom!

Repasso a vocês um excelente texto sobre os últimos fatos a respeito de Israel, a imprensa anti-semita e a nossa percepção disso tudo - Por Reinaldo Azevedo.



Preparados para um texto longo? Um daqueles que chamo de “Textos de Formação”? Então vamos lá, queridos! Escrevo o que é, para mim, um dos posts mais importantes desde que este blog existe. Porque ele vai lidar com princípios e com a razão mesma de existirmos.

A IMPRENSA
 
O noticiário da grande imprensa no Brasil sobre o caso da tal “ajuda humanitária”, embora oficialmente neutro, é abertamente anti-Israel — e seria em qualquer caso, ainda que os soldados das Forças de Segurança tivessem abordado os barcos lendo a parte amorosa dos Salmos, o que não quer dizer que Israel tenha colhido os melhores frutos da ação. Já chego lá. Vou, antes, falar um pouco mais sobre imprensa e, se me dão licença, sobre este blog.
Já tiramos algumas coisas da quase clandestinidade aqui para iluminar o debate, não é mesmo? Dou dois exemplos já históricos: a Constituição de Honduras, aquela que ninguém tinha lido antes de chamar golpista de democrata e democratas de golpistas. Ou, então, o Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos, que extinguia a propriedade privada e definia como norte ético a censura à imprensa. 

Anteontem, no primeiro post que escrevi sobre aquela infelicíssima ocorrência da flotilha, eu lhes apresentei e à imprensa brasileira Bülent Yildrim, o chefão da ONG turca IHH, a verdadeira organizadora da trágica patuscada “humanitária”. Na apresentação que fiz, ele aparecia ao lado do terrorista do Hamas Ismail Haniya. O jornalismo de TV, ao menos, já descobriu que a IHH existe e que era ela a verdadeira organizadora das naus dos insensatos. O impresso, no Brasil, talvez demore um pouco mais já digo por quê.
Só a imprensa brasileira foi lenta? Não! Só ontem à noite, acreditem, o New York Times (!) informou que a tal organização turca havia tornado viável a operação. O texto está na edição impressa de hoje. A fala de um dos dirigentes da entidade é absolutamente eloqüente e fornece um dos dois assuntos principais deste artigo. Informa o jornal que a IHH estava celebrando um estranho sucesso: “Nós nos tornamos famosos”, afirmou Omar Faruk, um dos membros da Insani Yardim Vakfi, conhecida por “IHH”. Ele parou por aí? Não! Ele continuou: “Nós estamos muito gratos a Israel”.

Pelo menos nove pessoas morreram na operação, mas Faruk, que dirige uma organização que se quer “humanitária”, está muito grato! Acho que isso define, de modo eloqüente, o caráter da IHH e o que queriam muitos daqueles “humanistas” que se dirigiam a Israel  — se não os bobalhões que se arriscaram, ao menos os que dirigiram a operação.
Não! Não sou o Lula dos blogs e não vou me jactar de ter furado o New York Times. Mas vocês sabem quem primeiro tirou Yildirim da sombra. A razão é simples: desconfio de quem participa de flotilhas humanistas a Gaza, mas não solta um pio quando o Irã enforca opositores. E vou tentar saber quem é o quê. Alguns colunistas do jornalismo impresso ainda perguntam: “Mas para que servem os blogs?” Bem, depende, não é? Pode-se fazer a mesma pergunta sobre os jornais. Há bons e maus usos para uma coisa e outra. A marca distintiva dos blogs tem sido a pluralidade, que está em extinção na chamada grande imprensa — fica para outro texto. Coloquem aí outro sinal de “positivo” para esta nossa pagininha, cada vez mais lida.

OS FATOS E COMO SOU

É óbvio que as pessoas que escreveram para cá me acusando de apoiar a truculência de Israel ou o assassinato de pessoas estão mentindo para seu próprio conforto. E tais comentários foram devidamente arquivados no lixo. A razão é simples: não é contestação àquilo que escrevo, mas ofensa. QUEM COMEMORA A MORTE É UM DOS CHEFÕES DA IHH. Vejam o bruto aí acima sendo “grato” a Israel, como ele diz. Por quê? PORQUE O SANGUE IRRIGA A CAUSA DESSES FANÁTICOS. O que fiz nestes dois dias, hoje é o terceiro, foi DESMONTAR A MÁQUINA DE MENTIRAS da militância. Independentemente da oportunidade da ação israelense (já falo sobre ela) e da expertise militar empregada, demonstrei que:

- os “pacifistas” atacaram os soldados:
- o objetivo da flotilha era fazer uma provocação política;
- a ação era organizada por uma ONG pró-Hamas;
- o objetivo, AGORA MAIS DO QUE CONFESSO, era criar uma comoção que transformasse Israel no bandido da história.

E isso está sobejamente demonstrado. E o fiz dando pouca trela à gritaria à volta. Essas coisas nunca me assustam. Confesso que, ao notar unanimidades, algo dispara um mecanismo no meu cérebro: “Cuidado! Se ninguém se ocupa do contrário, essas pessoas cegadas pela luz da verdade se tornam fanáticas”. Até quando notórios canalhas são enxovalhados, humilhados, sinto certo desconforto. As pessoas que estão certas quase nunca são triunfalistas sobre a sua verdade. É a forma que a máxima terenciana (do latino Terêncio) tomou em mim: “Sou homem, e nada do que é humano é estranho a mim”. A propósito: meu avô materno se chamava “Terenciano” — homenagem ao autor.

Isso não quer dizer que não partilhe, jamais, de nenhuma unanimidade. Às vezes, sim. Mas procuro ser sempre prudente e submeter as verdades a algum crivos da lógica. É claro que aquele colunista pançudo que quer fichar os 5% que não acreditam na divindade de Lula não vai compreender isso jamais. Coitado! Deve ter passado boa parte da vida tentando acreditar em alguma coisa. Encontrou bons motivos para se ajoelhar no altar do Babalorixá de Banânia. Debato duro, sim, mas não tenho sede de extermínio. Que o outro fique de pé.

Assim, dediquei-me, nestes dois dias, a desmontar a boçalidade antiisraelense que pauta a maior parte da imprensa brasileira, pouco importa o que Israel faça. Se o país tivesse permitido que a flotilha entrasse em suas águas territoriais para, só então, fazer a abordagem — e por mais bem-sucedida que ela tivesse sido —, a reação seria a mesma. As apresentadoras e apresentadores de telejornais continuariam a dizer o adjetivo “hu-ma-ni-tá-ria” assim, escandindo sílabas, como se a palavra ganhasse especial sentido e como se a IHH, aquela grata pelas mortes, deixasse de ser a organizadora do ato.

ACONTECEU O PIOR

O tal Omar Faruk, como vimos acima, comemorava ontem a tragédia, dizendo-se grato a Israel. Não por nada! Ainda que houvesse uma pessoa do movimento infiltrada no comando que decidiu aquela forma de abordagem, com as conseqüências que vimos, o resultado não poderia ter sido mais exitoso para os inimigos do país e, se querem saber, para os inimigos do Ocidente.
- os israelenses saem com a fama de truculentos:
- as relações do país com a Turquia, seu aliado de maioria islâmica, estão profundamente abaladas;
- a propaganda anti-Israel ganhou o mundo;
- o Hamas sai moralmente fortalecido;
- os esforços dos EUA para condenar o Irã no Conselho de Segurança da ONU estão seriamente prejudicados;
- os patrocinadores daquele acordo vigarista com os iranianos, Brasil e Turquia, aproveitam o momento para caracterizar Israel como o verdadeiro inimigo da paz no Oriente Médio.

Em suma, ao abordar os barcos em águas internacionais e fazer uma intervenção militarmente desastrada como aquela, o que acabou resultando na morte de nove pessoas, Israel realizou tudo o que seus inimigos esperavam: ditaram a coreografia, e suas forças de segurança a executaram com o rigor do autoflagelo. E noto à margem para que não reste dúvida: os militares reagiram, sim, às tentativas de linchamento. Os vídeos e os soldados feridos são evidências inequívocas.
Isso não quer dizer, no entanto, que a operação militar não tenha sido desastrada. Não estou entre aqueles que acreditam que Israel apostasse que havia armas na embarcação. Se assim fosse, não teria tentado aquela intervenção, desembarcando meia-dúzia de soldados em meio a centenas de militantes. A idéia foi mesmo fazer a intervenção para forçar a frota a mudar de rumo, sem atentar, tudo indica, para o risco de que acontecesse o que aconteceu: os “pacifistas” partitiram para cima dos militares, o que gerou a resposta conhecida, os mortos, a indignação internacional…

Fez-se o melhor? Não, é evidente! Em águas territoriais israelenses — para fugir à caracterização de uma ação ilegal —, Israel poderia ter usado a sua Marinha para impedir a chegada dos barcos a Gaza, o que, com efeito, é ilegal, e o país tem o direito internacional de assegurar a sua soberania — ponto final. Apanharia, reitero, do mesmo modo, mas não teria fornecido pretextos tão VEROSSÍMEIS QUANTO FALSOS para caracterizar uma luta de algozes contra vítimas.

A operação desastrada pode ser um sinal de alguma degeneração na área de segurança, decorrência da radicalização de posições, de modo que a ação estava destinada a ser uma espécie de demonstração de força e acabou resultando num desastre? É bem possível. O próprio governo de Israel reflete hoje, vamos dizer assim, a intolerância com o que seria, sem jogo de palavras, a ineficiência da tolerância. A população foi às urnas e votou por menos concessões aos palestinos, não por mais. E o governo de Israel parece um tanto conformado, o que é um erro, com uma possível constatação: “Muito bem! Se o mundo não quer compreender, que não compreenda. Seguiremos o nosso caminho”.

Israel ganhou guerras memoráveis, inclusive aquelas em que estava em inferioridade militar. Mas há muito tempo tem sido derrotado na batalha da comunicação. Isso requer, sei lá, mais uma centena de textos. É claro que se pode indagar por que os milhões de mortos da África subsaariana, os milhares de curdos ou os quase 400 mil cadáveres da Darfur não mobilizam o mundo; é claro que se pode indagar por que ninguém dá bola para o regime de semi-escravidão da Coréia do Norte; é claro que se pode indagar por que uma flotilha jamais seria organizada para levar solidariedade aos perseguidos do Irã… Que os inimigos de Israel — atenção: INIMIGOS CONTRÁRIOS À EXISTÊNCIA DO ESTADO — são fortes, ricos e organizados, isso é inequívoco.

O esforço a ser feito não é só de opinião pública. Tudo o que os terroristas do Hamas querem é evidenciar uma suposta equivalência moral entre a democracia israelense e sua estupidez fundamentalista. Basta ler os estatutos do grupo para saber por que é impossível negociar com eles — aliás, é o que pensa também Mahmoud Abbas, o presidente da Autoridade Nacional Palestina. Israel precisa voltar a se empenhar num plano de paz para valer. E tomar a dianteira nesse processo. Isso vai aplacar a sede de seus inimigos? Pouco importa! Fazê-lo não implica se descuidar das medidas de segurança. Nem israelenses nem palestinos vão sair de onde estão. Têm e terão de conviver. E pessoas precisam parar de morrer por isso, eternidade afora.

ADORADORES DA MORTE

Não serão seis naus lotadas de insensatos a pôr fim ao bloqueio de Gaza. Evidentemente, não é uma boa maneira de tentar convencer Israel. E chega a ser estúpido que ONU, Brasil ou Grã-Bretanha cobrem o fim do bloqueio justo agora, quando uma pantomima terceirizada do Hamas tenta um ato de pura propaganda. Ademais, chega a ser patético que se cobre tal medida de Israel quando o Egito aplica, em terra, a mesma política — e para conter o mesmo grupo: o Hamas.

O bloqueio não existe porque os israelenses são perversos, e o governo de Gaza, um grupo de seres angelicais. Ele existe para conter a chegada de armas para o Hamas. Já chegou a ser suspenso, diga-se, e Israel tomou em troca uma chuva de mísseis, DIANTE DO SILÊNCIO CÚMPLICE DO MUNDO. Verdade ou mentira? Ou não cabe indignação quando Israel é vítima de ataques?

Duas outras embarcações estão no mar e pretendem chegar a Gaza. Não vão chegar, a menos que Israel permita. E creio que não vai permitir. Não há concessões a fazer ao terrorismo do Hamas, mas é chegada a hora de retomar a conversa com a Autoridade Nacional Palestina e deixar claro em que consiste a boa-vontade israelense para se chegar à solução de “dois povos, dois estados”. É preciso cassar a suposta superioridade moral dos adoradores da morte.
Este blog, este blogueiro e seus leitores querem a paz. Só não abrem mão, nunca!, de chamar as coisas pelo nome que as coisas têm. E jamais deixarão de considerar que o governo israelense se impõe pelo voto. E os inimigos de Israel se impõem pelo terror, inclusive contra o seu próprio povo. Por isso espera maior racionalidade, o que não de vese confundir com fraqueza, de quem vem legitimado pela superioridade democrática.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Crescendo na fé





"Portanto vós também pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude, a ciência, e à ciência, a temperança, e à temperança, a paciência, e à paciência, a piedade, e à piedade, o amor fraternal, e ao amor fraternal, a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo." 2Pe 1.5-8

Existe um ponto basilar e comum a todos nós em nossa caminhada como discípulos de Jesus: a . Sem fé não podemos agradar a Deus (Hb 11.6), e nem ao menos desenvolver qualquer intimidade com o Pai. Mas haveria algo mais? A fé é o ponto de chegada ou de partida?
Conforme nos ensina a Palavra, a fé é o ponto inicial de nossa jornada espiritual. O Senhor espera que todos nós cresçamos não somente na fé, mas também em maturidade e conhecimento dEle. Para tal, algumas coisas são indispensáveis neste processo, e o versículo acima nos mostra o caminho. A primeira coisa a somar à fé é a virtude (gr. αρετη/areté), que significa “conduta virtuosa de pensamento, sentimento e ação”. Em outras palavras, os frutos de uma fé genuína é traduzida então em atitudes práticas. Afinal de contas, fé não é pensamento positivo, mas uma resposta à Verdade da Palavra. Esta resposta exige uma atitude correspondente. 
Seguido à virtude, encontramos a ciência (gr. γνωσις/gnosis) com o sentido de “inteligência, conhecimento e sabedoria moral”. Em outras palavras, uma fé madura traz consigo entendimento espiritual, conhecimento da Palavra e de Sua aplicação. Infelizmente, observamos hoje as mais diversas distorções e heresias provindas de interpretações errôneas, coisas já preditas pelos profetas nestes tempos do fim. Portanto, urge em nossos dias cristãos inteligentes e sábios na compreensão corretas das Escrituras. Somado a isso, é necessário a temperança (gr. εγκρατεια/egkrateia) que significa “autocontrole, força e robustez”. Portanto, aqui temos uma fé que não se abala pelas circunstancias, nem é influenciado por elas. Encontramos aqui não uma fé emocional, mas racional e sólida na Palavra, e não mais influenciada por fatos que rodeiam o cristão. Este tipo de culto agrada o Senhor!(Rm12.1).
Uma fé madura, que cresce no propósito também precisa de paciência (gr. υπομονη/hupomone), com o sentido de “estabilidade, constância, tolerância”. Portanto, um cristão estável, constante e tolerante não só com a imaturidade de outros, mas perdoador e conciliador. Afinal de contas, nossa luta não é contra carne e sangue, mas espiritual! É imprescindível um coração limpo e livre de mágoas se queremos experimentar uma vida plena com Deus! E o caminho é o perdão! Além disso, devemos somar à nossa fé a piedade (gr. ευσεβεια/eusebeia), que significa “fidelidade e respeito a Deus”.  Novamente, o aspecto de fidelidade é ressaltado. Lembre-se de que não há fé sem fidelidade! A fé tem que dar obras, e obras de fidelidade! 
Finalmente, encontramos o amor fraternal (φιλαδελφια/Filadélfia) e a caridade(αγαπη/agapao). Ambas se traduzem em “amor cultivado uns pelos outros, respeito pelo próximo, receber com alegria, satisfação e benevolência”. Como podemos perceber, o resultado final da fé é o cumprimento do resumo de toda a Lei: amar a Deus acima de todas as coisas, e amar ao próximo como a nós mesmos(Mc 12.29-31). Não um amor empírico e teórico, mas prático e palpável. É deste tipo de fé que precisamos: uma fé madura, que modifica nosso interior, nos torna mais íntimos do Pai e que se torna a cada dia um veículo poderoso do amor de Deus.
Naquele que é o Autor e Consumador da nossa fé,
Daniel Ben Iossef

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Crescendo na adversidade




“E chamou José o nome do primogênito Manassés, porque disse: Deus me fez esquecer de todo meu trabalho, e de toda a casa de meu pai. E o nome do segundo chamou Efraim, porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição”. Gn 41.51,52

Uma das coisas que deixam o homem inquieto é deparar-se com as adversidades e vicissitudes da vida. Algo que mexe profundamente com as emoções, com aquilo que consideramos inabalável, com todas as “certezas” que possuímos. Quantas vezes revemos nossos conceitos e nossa percepção daquilo que consideramos como real? Quantas vezes situações e práticas estabelecidas em anos acabam por ruir em questão de minutos?

Fazendo um retrospecto da vida de José, vimos a traição e rejeição sofrida por ele da parte de irmãos, sendo vendido e levado por uma caravana “casualmente” ao Egito. Lá, ele é vendido e acaba por servir a Potifar, onde prospera na administração dos recursos colocados em suas mãos. Entretanto, a esposa de Potifar o assedia, e como José seguidamente recusa suas investidas, ele recebe uma acusação falsa resultando em acusação e prisão. Mais tarde, ele interpreta o sonho de dois dos servos de faraó que haviam sido mandados para lá, e os sonhos acabam por se concretizar, onde um deles tem sua posição restituída pelo regente. A princípio esquecido pelo mesmo, é relembrado mais tarde quando Faraó tem um sonho que se mostra impossível de ser interpretado. José, buscando o auxílio de Deus, recebe a revelação e a traz a Faraó, recebendo dele seu novo encargo: vice-governador do Egito.

Algumas características de seu caráter nos chamam a atenção: José se mostra temente a Deus; honrava seus pais, obedecendo-os como no caso da busca pelos irmãos. Além disso, demonstra domínio próprio, controlando suas paixões e, mesmo na cadeia, sua honestidade e cuidado com o próximo o levam a receber um voto de confiança do zelador da prisão. Por último, ele não deixou se envolver pela prosperidade seja na casa de Potifar ou no cárcere.

Apesar de tudo que sofreu, ele não escolheu vingar-se de seus irmãos quando os tinha em suas mãos, mas os abençoou. As adversidades serviram para fazê-lo chegar mais perto do Senhor. De alguma forma, seus sentimentos foram compreendidos a partir de uma perspectiva divina, possibilitando que a cura em suas emoções pudesse ser operada. Ele mesmo afirma a seus irmãos que “...vós pensastes mal de mim, Deus porém pensou em bem, para fazer como neste dia, para fazer viver muita gente”(Gn 50.20). 

Impressionante como o correto entendimento das circunstâncias a partir da perspectiva divina trazem a cura às emoções!

Podemos ver aqui como sua vida tipifica Jesus: ele era amado do pai, odiado pelos seus irmãos. Fez provisão para as nações; recebeu uma noiva gentia, e reconciliou-se com seus irmãos, restaurando-os. Finalmente, teve sua posição exaltada e estabelecida pelo Rei.

No versículo 38, vemos o próprio Faraó reconhecendo a vida de Deus em José. Seu testemunho de vida era tão forte que a intimidade com o Senhor naturalmente transbordava aos olhos daqueles próximos a ele. Da mesma forma, as pessoas próximas a nós devem ver em nosso testemunho de vida o fruto de uma vida de intimidade com Deus.

Vale ressaltar, quando lemos o texto citado no início, os nomes dos filhos de José: Esquecimento e Crescimento. Num primeiro momento, Deus limpa o seu coração de toda mágoa e sentimentos de vingança que de algum modo poderiam ter ali florescido. Da mesma forma, as Escrituras nos instruem a “... esquecer das coisas que para trás ficam...” (Fp 3.13). Em algum momento de nossa caminhada, devemos nos despojar do passado, fatos ou jugos que podem atrasar ou mesmo impedir que sigamos adiante.

Seu segundo filho, Crescimento, revela a direção que o Senhor deu à sua vida. Interessante observar o local onde seus filhos nasceram: no Egito, ou nas palavras dele mesmo, na terra da minha aflição. Não em Canaã, na terra onde mana leite e mel, mas no meio das dificuldades e adversidades que ele enfrentou. Ali seus filhos nasceram, e foram um marco em sua trajetória.

Assim também nós precisamos “dar a luz” a Manassés e Efraim. Quando superamos as tragédias, as forças contrárias que nos empurram para a derrota devemos fazer um esforço, assim como uma mãe prestes a dar a luz e, mesmo em meio a dores, deixar que o Esquecimento e o Crescimento nasçam em nossas vidas.

Não se trata de um passe de mágica, ou algo que naturalmente podemos fazer com que aconteça. Demanda um esforço próprio de transpor no dia a dia nossas limitações, dando inicio a uma nova etapa em nossa existência. Mesmo que ainda não estejamos vivendo a promessa, podemos hoje mesmo manifestar a vida do Reino e crescer mesmo nas adversidades.

Esquecendo-me das coisas que para trás ficam,

Daniel Ben Iossef

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Crescendo no propósito



 
“Por esta razão, nós também, desde o dia em que ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda sabedoria e inteligência espiritual; para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus Cl 1.9-10 (grifo nosso)


O quanto você conhece da vontade de Deus?
Interessante observar o pedido incessante de Paulo pelos seus liderados. Ele não pediu por recursos, posses ou qualquer outra coisa semelhante. Seu pedido era que eles tivessem o pleno conhecimento da vontade de Deus, e assim pudessem viver de forma a frutificar e crescer no conhecimento do propósito que havia para suas vidas. Em outras palavras, o foco de suas vidas deveria estar no plano do Criador para eles; outras questões como moradia, vida profissional, ainda que importantes, deveriam estar em segundo plano. Afinal de contas, se somos embaixadores do Reino em missão de campo, o próprio Rei trará a nós todos os recursos necessários para que Sua obra seja estabelecida.
Além disso, o conhecimento da vontade de Deus traz como resultado prático na vida do homem duas coisas fundamentais: sabedoria e inteligência espiritual. O termo sabedoria (do grego Sophia - σοφια) traduz o conceito de “sabedoria de Deus que se evidencia no planejamento e execução dos planos dEle; conhecimento prático nos requisitos de uma vida cristã madura” (Strongs). Já o termo inteligência espiritual remete à idéia de uma pessoa com plena percepção da realidade espiritual que a cerca. Como podemos perceber, não se pode vivenciar uma vida cristã madura sem sabedoria e inteligência espiritual, e estas advêm do pleno conhecimento da vontade de Deus.
O texto evidencia que somente então poderemos frutificar de forma plena, em toda boa obra. Não apenas em uma obra, mas em toda! Isso significa que os frutos de nossas mãos serão abundantes em nossa célula, no trabalho, em nossas relações com o próximo e em tudo que fizermos. E à medida que frutificamos, estaremos crescendo no conhecimento de Deus, de Seus planos e propósito para nossas vidas.
Eis aí o grande desafio: responder à pergunta de o quanto conhecemos da vontade de Deus. Pode parecer um questionamento simples, mas ele traz consigo sérias e profundas implicações para todos nós.
Se queremos ver o Reino em nossas vidas, na nossa família, em nossa célula, é preponderante que saibamos esta resposta.
Naquele em quem cumprimos a vontade de Deus,
Daniel Ben Iossef
 

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Notícias apocalípticas!!!



Cerca de 400 pessoas morreram em um terremoto de 7,1 graus na escala Richter que abalou nesta quarta-feira (14) a Província de Qinghai, no noroeste da China, informou o vice-secretário-geral do governo da Prefeitura Autônoma Tibetana de Yushu, Huang Limin, à agência de notícias Xinhua. A mesma fonte anunciou que o tremor deixou um saldo de 10 mil feridos.
As primeiras informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), na noite de terça (13), indicavam que o terremoto seria de 6,9 graus na escala Richter e o epicentro do tremor seria a 94 km de Qamdo, no Tibete, a uma profundidade de 33 km, mas o relatório mais recente aponta para o epicentro do tremor situado 380 km a sudeste da cidade de Golmud, a uma profundidade de 46 km.
Ainda de acordo com a agência Xinhua, os primeiros abalos foram sentidos na primeira hora do dia, e causou o colapso de casas, escolas e prédios governamentais. O USGS informou também que ocorreram dois tremores secundários, de 5,3 e 5,2 graus, na meia hora posterior ao terremoto principal. As autoridades chinesas confirmaram o abalo, que ocorreu às 7h49 local (20h49 de terça-feira em Brasília). Funcionários de Qinghai, citados pela agência Nova China, informaram que mais de 85% das casas em Jiegu, cidade que fica em uma área próxima ao epicentro do tremor, desabaram na região do epicentro, no distrito de Yushu.
O pânico teria tomado conta das ruas, com muitos feridos e outros soterrados, disse uma fonte da prefeitura de Yushu. A falta de infraestrutura para o atendimento às vítimas também é uma dificuldade que vem sendo enfrentada pelas autoridades chinesas.
- As casas aqui são quase todas feitas de madeira e paredes de barro, que facilmente se despedaçam quando um terremoto acontece - disse o diretor do Departamento de Notícias da Yushu TV, Karsum Nyima.
Soldados e equipes de resgate já foram mandados para ajudar nos salvamentos, mas a falta de escavadeiras e outros equipamentos básicos devem atrasar os trabalhos, que estão sendo feitos de forma lenta, apenas com força humana. Aviões com suprimentos e equipamentos importantes, como celulares via satélite, já estão a caminho e devem amenizar um pouco as deficiências locais, já que o aeroporto mais próximo, em Batang, a 30 km do epicentro do tremor, só tem recursos para funcionar por mais 17 horas.
- Eu vejo pessoas feridas por todos os lados. O maior problema agora é que nos faltam as barracas, precisamos de equipamentos médicos, medicamentos e trabalhadores do saneamento - disse Zhuohuaxia, porta-voz local, à Xinhua.

Estima-se que Jiegu, localidade com cerca de cem mil habitantes, possa ter o maior número de baixas. Além de destruir imóveis e ferir muitas pessoas, o terremoto ainda levou a uma perda das comunicações com a região de Qinghai, com danos também as rodovias que levam ao aeroporto local. Não se sabe ainda se a principal ferrovia da região, a Qinghai-Tibete, foi afetada.
Segundo a agência Reuters, outros três terremotos, variando de magnitude 5 a 6 graus na escala Richter, foram sentidos na mesma região horas antes do abalo principal, o que pode ter ajudado algumas pessoas a buscar abrigo nas ruas.
As investigações sobre as causas do tremor e o tamanho das perdas já estão em andamento, disse uma fonte do setor de emergência de Qinghai.
Qinghai é habitada principalmente por tibetanos, mongóis, hui (muçulmanos) e chineses da etnia majoritária han, e foi uma das zonas afetadas pelo terremoto que em maio de 2008 sacudiu o norte da vizinha província de Sichuan, deixando cerca de 90 mil mortos e desaparecidos.
O oeste da China, com grandes cadeias montanhosas como o Himalaia, é zona de frequentes terremotos, embora muitos deles aconteçam em áreas pouco povoadas ou desabitadas.

Fonte: http://noticias.r7.com/internacional/noticias/terremoto-de-de-7-1-graus-na-china-mata-centenas-de-pessoas-20100414.html

terça-feira, 6 de abril de 2010

Notícias apocalípticas!




Um alerta de tsunami local foi emitido para a Indonésia. Segundo o Centro de Alertas para Tsunamis no Pacífico, não existe o risco de um tsunami destruidor e abrangente. A Tailândia também emitiu alerta de tsunami para a região de Andaman.
Ao menos três tremores secundários foram registrados na Indonésia, causando pânico e cortes no fornecimento de energia em algumas áreas da província de Aceh. Imagens de televisão mostram pessoas em pânico correndo para locais mais altos.
O tremor teve epicentro a 204 quilômetros oeste-noroeste de Sibolga, na Indonésia, e teve profundidade de 46 quilômetros, disse o Serviço.

A entidade havia informado inicialmente que a magnitude do tremor era de 7.6 e depois 7.8, mas a informação foi corrigida.
A Indonésia, localizada no Círculo de Fogo do Pacífico, é uma das áreas de maior atividade sísmica do planeta. Em setembro de 2009, a ilha de Sumatra foi atingida por um terremoto de 7.6 graus que matou mais de mil pessoas.
Em dezembro de 2004, um terremoto de magnitude 9.15 atingiu a costa da província de Aceh, em Sumatra, causando um tsunami no Oceano Índico que matou cerca de 226 mil pessoas na Indonésia, Sri Lanka, Índia, Tailândia e em outros nove países.

fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/04/06/terremoto+de+magnitude+78+atinge+ilha+de+sumatra+na+indonesia+9450581.html