quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

...muito dinheiro no bolso, saúde prá dar e vender...

"Adeus ano velho, feliz ano novo...que tudo se realize no ano que vai nascer...muito dinheiro no bolso, saúde prá dar e vender..."

 Quem já ouviu e cantou esta canção popular na virada do ano? Pelo que lembro de meus 35 anos de idade, não conheço música tão popular nesta época...

Todos conhecemos o enredo de fim de ano. A família reunida, a mesa farta, aqueles primos e tios que vemos apenas nesta época. Mesmo quando há algum tipo de desentendimento, este parece dar lugar à tolerância e ao bom convívio. Afinal de contas, é fim de ano! Para muitos, é tempo de colocar aquela lentilha na carteira (só para garantir que nunca fique vazia), vestir-se de branco (ah, a paz...) e, claro, se estiver no litoral, não custa nada molhar o pé e dar sete pulos em sete ondas...

Bom, crendiçes populares à parte (e há um monte delas por aí), a música de fim de ano, assim como as famigeradas vinhetas da Globo (e o Roberto Carlos especial) fazem parte da "atmosfera" criada e esperada por todos. Porém, se deixarmos toda isto de lado, podemos perceber algo comum a todos nós? O que há de poderoso nesta época do ano, onde os sorrisos parecem mais sinceros e as amizades tão verdadeiras?

Esperança!

De um amanhã melhor, de poder sonhar novamente, de cumprir de uma vez por todas aquela dieta... (lembra-se? Sim, aquela mesmo...), de renovar as promessas... de finalmente terminar o curso (ou acabá-lo), e por aí vai. Resumindo, os sentimentos comuns a todos realmente parecem se encaixar na canção.

Mas será mesmo? Há algo de verdade nisso, ou falta uma peça no quebra-cabeça?

Obviamente, todos esperamos um ano com mais recursos, não só financeiros mas também pessoais (a saúde, claro). Mas o que falta? Por quê entra ano, sai ano, e as coisas parecem não sair do lugar?

Observe este interessante texto escrito há 2.000 anos:

"Amado, desejo que em tudo te vá bem (sejas próspero) e que tenhas saúde, assim como bem vai a tua alma. (assim como a tua alma está em prosperidade.) Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade" 3 Jo 2,3 (grifo nosso)

Leia novamente com atenção o texto de João. Viu algo semelhante com a canção de fim de ano? É citado aqui a prosperidade e a saúde. E diferente do que é cantado por aí, ambas estão profundamente ligadas a outro elemento de nossas vidas: a alma!

João usa aqui a palavra psiqué (ψυχή) que significa, segundo Strongs, "o lugar dos sentimentos, desejos, afeições e aversões". Em outras palavras, o modo como a minha personalidade, meu caráter se manifestam exteriormente é a minha alma interagindo com o mundo. Assim, de algum modo, saúde e prosperidade estão ligados ao estado da minha alma. Se ela está bem, equilibrada e com uma visão real do mundo que me cerca, todas as áreas tendem ao equilíbrio - tanto física (saúde) quanto material (a prosperidade).

Seguindo este raciocínio, a prosperidade e a saúde dependem do estado da minha alma. E como a alma, ou o meu interior, pode estar bem? O texto traz a resposta, quando João afirma a conduta que Gaio tinha, como reflexo de seu bem estar: ele andava na verdade!

Portanto, o primeiro passo é conhecer a Verdade. Não uma qualquer, mas encarar a vida sob o crivo da Verdade - a Palavra de Deus revelada ao homem. Em outras palavras, fazer uma leitura de nossa trajetória de vida pela opinião de Deus acerca dos fatos. E não há outro meio de se conhecer a vontade do Criador senão pela Sua Palavra. Sim, é preciso sinceridade e honestidade consigo mesmo em encarar nosso "eu" nesse espelho, mas é necessário. Uma vida honesta é parte do caminho ao sucesso.

Honestidade em ver-se como realmente somos, Assumir a culpa pelos fracassos, pela incapacidade de ouvir o conselho dos mais chegados, e parar de culpar a todos e a Deus pelas mazelas da vida. Ninguém está isento dos contratempos - precisamos colocar nossas vidas nos trilhos da Verdade e por ela andar.

Andar não como se conhecesse uma nova filosofia de vida, mas de fazer desta Verdade o nosso modo de vida!


Fica a dica: que tal começarmos 2011 diferentes? Sendo sinceros conosco mesmos (e não com o que os outros acham ou esperam de nós...), conhecer e dar valor à opinião de Deus sobre a vida, e fazer desta Verdade nossa companheira de caminhada?

Creio que assim, muito além de algo estacionado apenas nesta época, a esperança será companheira na estrada da vida - neste ano e nos próximos...

Um fim de ano abençoados a todos, na Verdade,

Daniel




sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A escolha de Noé

“E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha”. Gn 9.20

A história de Noé é bastante atípica. Imagine-se chamado por Deus a construir um barco, longe do mar, e ser alvo de comentários nada amigáveis por vários anos!

Imagine-se acordando dia após dia e ver-se envolvido em algo que escapa de sua compreensão, pois um dia uma voz do “céu” o ordenou a fazê-lo.

Conhecemos a história…. O tempo passou, a chuva veio, as águas encheram a terra e a morte cercou a Noé por todos os lados. Animais, homens, plantas….a Bíblia afirma que tudo em que havia fôlego de vida expirou, e somente aqueles dentro da arca tiveram uma nova oportunidade.

Este é o ponto: novas oportunidades!

Todos os dias novas oportunidades apresentam-se a nós - basta ter a habilidade de percebê-las. A Bíblia nos mostra que há tempo para todas as coisas, assim como a misericórdia de Deus diariamente se renova. Podemos não notar, mas cada dia que nasce é uma nova oportunidade que vem à nossas mãos, apesar de nem sempre concordarmos com isso.

Achamos que é apenas mais um dia comum, ordinário.

Em outras ocasiões, pensamos que não há escolha, que tudo o que acontece está pré-determinado. Que não temos poder algum de mudar as circunstâncias.

Mas esta não é a verdade!

Veja: as águas haviam baixado, e Noé tinha duas opções ao sair da Arca. Ou ele enterrava os mortos, ou plantava uma vinha. O texto bíblico nos mostra a escolha que ele fez.
Podemos aprender aqui o conceito de que, todos os dias, ou enterramos os mortos, ou plantamos algo novo. Por exemplo, podemos ocupar nossa mente, emoções e forças em algo morto, que não traz mais vida. Algo que não tem nenhuma utilidade ou não traz beneficio algum. Podemos nos ocupar com mágoas, ressentimentos… Coisas que ficaram pelo caminho, e que não podem mais voltar. Coisas que roubam o nosso hoje não nos deixam ter esperança no amanhã.

Ou podemos fazer como Noé: plantar algo novo. Um novo projeto, um novo emprego… Plantar o amor em nosso cônjuge, em nossos filhos… Um novo nível de intimidade com Deus.

Qual tem sido a nossa escolha?

Naquele que é a Videira,

Daniel

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Uma palavrinha sobre crise...



Shalom!

O que fazemos quando a crise vem sobre nós? Estive lendo uma porção da Palavra nestes dias, e estudando a parashá Vayeishev -  וַיֵּשֶׁב  me deparei com algo que nunca havia percebido daquela forma: o que fazemos com as crises que enfrentamos?

Penso que temos duas opções: ou ficamos apáticos e afundamos na mediocridade, ou as usamos como um trampolim para galgar novos degraus, sonhos e projetos. José enfrentou uma série delas, e a cada uma, sua atitude era de seguir em frente, não voltando para trás.

Ele foi rejeitado no lar, vendido por seus irmão, e finalmente chegou em uma terra estranha - a seus hábitos, modo de viver, sua espiritualidade. Ele tinha um relacionamento com o Deus único, e agora estava cercado pela idolatria. Seus amigos, sua terra natal...nada mais eram do que lembranças guardadas em seu coração.

O que fazer?

Após algum tempo, ele estava já administrando a casa de Potifar. Com certeza, haviam recursos mais do que necessários para que ele voltasse para casa. Mas ele não o fez...

Depois, já vice-governador do Egito, em nenhum momento o vermos procurando retornar à casa de seu pai. Podemos imaginar que, antes, sua perspectiva de futuro estava em seguir os negócios da família, e cuidar de ovelhas. Porém , Deus já começara a sinalizar que havia um futuro diferente para ele, longe dali. E José foi sábio em extrair das crises a força necessária para o próximo passo. Ele soube plantar em cada circunstância a semente certa, que deu seu fruto no futuro. Fé em Deus, humildade, perseverança, não olhar para trás...

Certamente muitos de nós agiríamos de outra forma! Ou procuraríamos voltar para a terra natal, ou vingar-se dos irmão, não perdoar, dar as costas a Deus...

Mas José não. Ele nunca mais quis a vida antiga, e a cada crise, a cada superação, ele estava mais próximo de seu destino -  e o que nós temos feito quando enfrentamos as crises?

Deixo com vocês um texto de Albert Einstein para reflexão!

Daniel

“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”.
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. “Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.

Albert Einstein

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Provérbios: um miniguia para a vida


Li um excelente texto no blog iprodigo.com e compartilho aqui com vocês!

Boa leitura!

Daniel Ben Iossef


Em minha leitura bíblica diária do ano passado, li o capítulo 3 de Provérbios, uma passagem que preguei e estudei muitas vezes. Porém, durante essa leitura, percebi que, dos versos 3 a 12, temos todos os temas do resto do livro, e, portanto, um miniguia para uma vida de fidelidade. Existem cinco coisas que constituem uma vida sábia e piedosa. Elas funcionam tanto quanto meios para tornarmo-nos sábios e santos, quanto como sinais de que estamos crescendo nesta vida:

1. Coloque a mais profunda confiança de seu coração em Deus e em sua graça. Todos os dias lembre a si mesmo do amor incondicional e pactual de Deus por você. Não coloque suas esperanças em ídolos ou em seu próprio desempenho.


“Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem; prenda-os ao redor do seu pescoço, escreva-os na tábua do seu coração. Então você terá o favor de Deus e dos homens, e boa reputação. Confie no Senhor de todo o seu coração.” (Provérbios 3.3-5a)

2. Submeta toda sua mente à Escritura. Não pense que você sabe mais que a Palavra de Deus. Coloque-a em prática em todas as áreas da vida. Torne-se uma pessoa sob autoridade.


“Não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.” (Provérbios 3.5b-6)

3. Seja humilde e ensinável em relação aos outros. Seja perdoador e compreensivo quando você desejar criticá-los; esteja pronto a aprender dos outros quando eles vierem criticar você.


“Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e evite o mal. Isso lhe dará saúde ao corpo e vigor aos ossos.” (Provérbios 3.7,8)

4. Seja generoso com todas as suas posses, e apaixonado pela justiça. Compartilhe seu tempo, talento e tesouros com aqueles que têm menos.


“Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; os seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho.” (Provérbios 3.9,10)

5. Aceite e aprenda a partir de dificuldades e sofrimento. Por meio do Evangelho, reconheça-as não como castigo, mas como uma maneira de te aperfeiçoar.


“Meu filho,não despreze a disciplina do Senhor nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama,assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem.” (Provérbios 3.11,12)

Enquanto meditava nesses cinco elementos – firmar-se em sua graça, obedecer e deleitar-se em sua Palavra, humilhar-se diante dos outros, sacrificar-se generosamente por nosso próximo, e perseverar nas provações – pensava em Jesus. O Novo Testamento nos conta que a “sabedoria divina” personificada do Antigo Testamento é, na realidade, Jesus (Mt 11.19). E eu percebi que: a) ele mostrou a fidelidade e confiança definitivas a Deus e a nós ao ir à cruz, b) ele era moldado e estava saturado pela Escritura, c) ele era manso e humilde de coração (Mt 11.28-30), d) ele, embora rico, se fez pobre por nós, e) ele aceitou seu sofrimento por nós, sem reclamar. Somente cresceremos nessas cinco áreas se soubermos que fomos salvos por uma graça valiosa. Isso te guarda dos ídolos, da autossuficiência e do orgulho, do egoísmo com suas coisas, e de desmoronar diante de problemas. Jesus é a sabedoria personificada, e crer em seu Evangelho traz essas qualidades à sua vida.

Por algumas semanas, tenho gasto meu tempo orando por essas cinco coisas para minha família e para os líderes de minha igreja. Não existe melhor maneira de instilar essas grandes coisas em seu próprio coração que orar intensamente por elas nas vidas daqueles a quem você ama.

Traduzido por Josaías Jr | iPródigo | Texto original aqui

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Chamados ou impelidos? * - parte 1

Jesus encontrou diversos homens na Bíblia. Ricos, cultos, de posição social elevada... mas na hora de escolher seus doze, selecionou pessoas que provavelmente eu e você não chamaríamos.

Mas o que levou levou Jesus a escolher estes homens, e não aos outros? Talvez (e tudo isso é pura especulação), se eles tivessem se engajado no grupo, teríamos descoberto mais tarde que suas agendas estavam cheias, mais cheias do que poderiam ter parecido a princípio. Teríamos descoberto que eles tinham seus próprios planos, metas e objetivos.

Jesus Cristo não pode realizar uma obra eficaz no mundo interior de pessoas que se regem por seus impulsos. Jesus parece preferir trabalhar com pessoas as quais chama. É por isso que a Bíblia nem toma conhecimento dos voluntários; atém-se apenas nos chamados. Jesus em certa ocasião contava com 70 discípulos, mas apenas 12 tiveram seu nome registrado nas Escrituras.

Mas como diferenciar um impelido de um chamado ?

Dentre as características de um impelido, podemos destacar:

1) as pessoas impelidas, na maior parte dos casos, só se satisfazem ao ver o trabalho realizado.  

Ou seja, ao longo de seu processo de amadurecimento, esta pessoa fixou a noção de só se sentir bem consigo mesma e com o mundo na medida que acumula realizações. Talvez aqui  encontremos pais que só elogiam os filhos quando estes tiram a nota máxima; antes disso,  nenhuma palavra de incentivo ou aprovação.

Pessoas assim tendem a viver em “ativismo” muito facilmente, pois quanto mais atividades,maior a possibilidade de realizações. Cria-se um círculo vicioso.

2) a pessoa “impelida” está sempre preocupada com os símbolos associados à ideia de realização.

São aqueles que vivem em função de mostrar aos outros seu poder, status e títulos. Vivem mais para os outros que para si mesmos e sua família.

3) a pessoa “impelida” geralmente se acha dominada por uma descontrolada busca de superação.

Possui grande senso de competitividade, e em todas as áreas busca ser o melhor de todos. Nunca estão satisfeitos com sua vida profissional, relacional e espiritual. Raramente se agradam do serviço feito por seus subordinados ou seus iguais. Vivem num constante estado de insatisfação e inquietação. Dificilmente estarão satisfeitas consigo mesmas ou com os outros.  

4) a pessoa “impelida” parece ter pouca consideração para com os princípios de honestidade. 

Elas se acham tão envolvidas na busca pelo sucesso, na ânsia de realizar, que quase não tem tempo de parar para verificar se seu interior está acompanhando o que se passa no exterior. Esta lacuna criada por fazê-lo operar no pragmatismo, tomando atalhos para sua vida, onde os fins justificam os meios. É um processo de engano sutil, que pode levá-lo à ruína.

5) a pessoa “impelida” muitas vezes possuem pouca ou nenhuma habilidade no trato com os outros. 

Dar-se bem com seus semelhantes não é uma qualidade desse indivíduo.  Para ele, seus projetos são mais importantes que seus próximos. Eles conseguem que seus projetos se realizem, ao custo de destruir seus relacionamentos.  Na Bíblia, encontramos um exemplo clássico de alguém impelido. Saul, rei de Israel. A própria
introdução de Saul no cenário bíblico já devia ser uma indicação de que ele possuía algumas falhas que poderiam levá-lo a perder o autocontrole, o que acabou acontecendo. Vejamos:

"Ora, havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis, filho de Abiel, filho de Zeror, filho de Becorate,  filho de Afias, filho dum benjamita; era varão forte e valoroso. Tinha este um filho, chamado Saul, jovem e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo de que ele; desde os ombros
para cima sebressaía em altura a todo o povo".  1Sm 9.1,2
Vemos aqui 3 benefícios que Saul possuía, recebidos ao nascer, que poderiam redundar em vantagem ou desvantagem para ele. Ele mesmo teria que decidir como iria utilizá-los, dependendo do que se passasse em seu mundo interior. São eles: riqueza, boa aparência e  porte físico destacado.

Três atributos que fazem parte do mundo exterior das pessoas, que chamavam a atenção dos outros para si. Estes atributos o revestiam de certo carisma, que contribuiu para que atingisse o sucesso rapidamente. Em suma, ele teve uma largada rápida.

Quando se tornou rei de Israel, obteve logo muito sucesso. Ao que parece, isso impediu que enxergasse suas limitações. Ele não deu muita atenção ao fato de que precisava dos outros, do relacionamento com Deus, nem de encarar suas responsabilidades como rei. Saul se tornou um homem atarefado. Via espaços vazios que achava que deveria ocupar. Então,  na ocasião em que estava para sair à guerra com os filisteus e esperava Samuel em Gilgal, na sua impaciência e irritação ele mesmo ofereceu o holocausto, o que ocasionou o declive definitivo em sua vida.

A Bíblia relata diversas demonstrações da sua explosiva cólera, o que o levava a cometer abusos e a uma imobilizante autopiedade. Ao final de sua vida, ele era um homem totalmente desorientado. Saul nunca havia colocado em ordem seu mundo interior.

Há esperança para os impelidos?

Isso é o que veremos no próximo post...

* Adaptado do livro "Ponha ordem no seu mundo interior", de Gordon MacDonald.


 

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A cruz que antecede a luz

Uma pequeno texto do meu amigo Eric, que reproduzo aqui.
Shalom!
"...O Cordeiro que foi morto, antes da fundação do mundo..." 

A cruz teve sua representação histórica há 2000 anos atrás, quando Jesus foi de fato morto e ressuscitou ao 3º dia. Mas é muito interessante saber que na verdade, isso aconteceu antes da fundação do mundo.

Deus é Atemporal, não está restrito ao espaço-tempo, portanto pra Ele, as coisas não acontecem de forma linear como são pra Nós.

Antes de da criação e da queda, já havia o Perdão provisionado. Deus não foi pego de surpresa. Na verdade, Adão é que foi. Quando pensou que tudo estava acabado, descobriu que a história só estava começando...

Antes de haver LUZ houve CRUZ.

"... e porei inimizade entre a sua descendência e o seu descendente..."
Eric Jóia